{"id":1338,"date":"2025-03-04T11:04:05","date_gmt":"2025-03-04T14:04:05","guid":{"rendered":"https:\/\/porteirabrasil.com.br\/site\/?p=1338"},"modified":"2025-03-05T07:52:41","modified_gmt":"2025-03-05T10:52:41","slug":"o-centenario-de-inezita-barroso-e-os-caronistas-de-plantao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/porteirabrasil.com.br\/site\/o-centenario-de-inezita-barroso-e-os-caronistas-de-plantao\/","title":{"rendered":"O centen\u00e1rio de Inezita Barroso e os caronistas de plant\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align:center\"><strong><em>Brasil \u00e9 um dos \u00fanicos pa\u00edses do mundo onde os \u00edcones s\u00e3o reverenciados somente ap\u00f3s a morte<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inezita Barroso, uma das figuras mais importantes da hist\u00f3ria da m\u00fasica sertaneja, completaria hoje 100 anos. Procuro por notas sobre o assunto em alguns grandes ve\u00edculos da m\u00eddia, com pouco sucesso. Parece que n\u00e3o h\u00e1 grande import\u00e2ncia no fato, para eles que se tornaram meros propagadores de fofocas, a servi\u00e7o de assessorias de subcelebridades.<br><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o preciso discorrer aqui sobre a relev\u00e2ncia de Inezita Barroso, conhecida como a \u201cDama da M\u00fasica Caipira\u201d, para a cultura sertaneja, . Defensora ferrenha das ra\u00edzes, ela despontou, por seu talento e personalidade, num universo que ainda hoje \u00e9 considerado machista.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Voltando \u00e0 internet, encontro algumas homenagens nos sites da TV Cultura, Ag\u00eancia Brasil e SESCs. Pouco, muito pouco. Mas n\u00e3o \u00e9 de causar grande surpresa. Afinal, neste para\u00edso tropical temos o costume de esquecer o legado da maioria dos grandes \u00edcones, que por vezes ficam em segundo plano. O Brasil tem o estranho h\u00e1bito de reverenciar os artistas (quando o faz) apenas ap\u00f3s sua morte. Foi assim com Tinoco, Raul Seixas, Jamel\u00e3o, Ti\u00e3o Carreiro. Nenhum deles deixou a fam\u00edlia em situa\u00e7\u00e3o c\u00f4moda. E s\u00e3o lembrados, principalmente, quando h\u00e1 algum interesse na jogada.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>Alguns artistas do presente, ainda, gostam de pegar \u201ccarona\u201d nesses nomes, mesmo sem ter a intimidade que tanto pregam. Pura jogada comercial. \u00c9 ilegal? N\u00e3o. Imoral? Deixo que cada um de voc\u00eas reflita e opine.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>Pude conhecer Inezita, tivemos a honra de homenage\u00e1-la em vida. Estive na grava\u00e7\u00e3o de seu primeiro DVD, num palco improvisado em Campinas, interior de S\u00e3o Paulo. A cantora passou mal, inclusive, e a grava\u00e7\u00e3o teve de ser interrompida. Nos tempos de Porteira Paulista, ainda criamos o trof\u00e9u \u201cInezita Barroso\u201d, de forma pioneira. Acompanhamos a grava\u00e7\u00e3o do especial de 30 anos do \u201cViola, Minha Viola\u201d, da TV Cultura. Assim como, de forma triste, compareci ao enterro de Tinoco. N\u00e3o me recordo de encontrar muitas das pessoas que hoje tem a ideia de se autopromover com esses \u00eddolos.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Claro que h\u00e1 figuras que realmente conviveram com Inezita e cuja admira\u00e7\u00e3o era rec\u00edproca. Cito algumas aqui&#8230; O Regional, banda que acompanhou a cantora por tantos anos, \u00e9 uma delas. Jo\u00e3ozinho \u201cBarroso\u201d, violeiro e ser humano impec\u00e1vel, ganhou at\u00e9 o sobrenome famoso. Aloiso, que conheci nos bastidores da Cultura, tamb\u00e9m foi seu fiel escudeiro, at\u00e9 os \u00faltimos dias.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Inezita, que trabalhou de forma incans\u00e1vel pelo cancioneiro caipira, merece e sempre merecer\u00e1 muito mais homenagens. Temos a obriga\u00e7\u00e3o de cultivar o seu grande legado.<br><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:right\"><em>Carlos Guerra&nbsp;<\/em><br><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil \u00e9 um dos \u00fanicos pa\u00edses do mundo onde os \u00edcones s\u00e3o reverenciados somente ap\u00f3s a morte\ufeff<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1339,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[159,56],"tags":[],"class_list":["post-1338","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cronicas","category-destaques"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/porteirabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1338","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/porteirabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/porteirabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/porteirabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/porteirabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1338"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/porteirabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1338\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1342,"href":"https:\/\/porteirabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1338\/revisions\/1342"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/porteirabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1339"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/porteirabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/porteirabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/porteirabrasil.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}