Museu do Amanhã, por ironia, prevê o que será do Brasil na Copa do Mundo
Nenhuma surpresa foi maior do que a breguice da cerimônia
Parte do país viveu momentos de expectativa para a convocação desta segunda (18), que selaria os convocados para a festa máxima do futebol mundial, a Copa do Mundo. A CBF, entidade que comanda o esporte no país, escolheu o belíssimo Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para o anúncio dos 26 atletas convocados.
A cerimônia não trouxe grandes surpresas. Talvez a maior delas foi a breguice que se destacou desde os primeiros momentos. Um espetáculo teatral pobre, que pareceu bem menos ensaiado daquele que viria a seguir: a lista em si.
O ponto central, claro, envolvendo a lista, seria a presença ou não de Neymar Jr. entre os representantes da canarinho. Nesse quesito, surpresa zero. O técnico italiano, com contrato renovado por mais quatro anos, apesar do jogo insosso apresentado até agora nas fraquíssimas eliminatórias e amistosos, preferiu não desagradar 90% da mídia fanática (principalmente alguns “veículos” de internet que tratam o jogador como um gênio incompreendido da bola), artistas, cantores, influencers, filófosos contemporâneos, bebuns e todo o tipo de praga que gosta de defender o indefensável nessas horas.
Após o “surpreendente” anúncio de Neymar, plateia e “jornalistas” entraram em frenesi. A festa tomou conta do Museu do Amanhã e adjacências. Todos esperando o pagode que viria a seguir.
A Carlo Ancelotti, o dito Mister, coube participar de uma coletiva de imprensa na sequência. Com respostas pouco convincentes e evasivas, o italiano, parecendo não entender (ou fingir) cumpriu tabela, como se diz no futebol. Parecia menos envergonhado que (o antes competente) Tino Marcos, mestre de cerimônias, com sua roupa de maître de churrascaria.
Nos comentários pós-cerimônia, a imprensa não falou de outra coisa a não ser Neymar. Claro, todo castigo para o povo, inculto e sofrido, é pouco.
O Brasil, provavelmente, não vingará. Porém o menino ganhou sua última copa, pelo menos a participação, e depois irá curtir a merecida aposentadoria milionária. O Mister, se nada der certo, volta à Europa com uma multa considerável.
Carlos Guerra

